sábado, 13 de setembro de 2014

Frutas para cães

Quais frutas são mais indicadas para oferecer aos cães

Quase todas as frutas mais conhecidas costumam ser bem toleradas pelos cães, exceto uvas, pois essa pode provocar vômito, diarréia e ser bastante tóxica para os rins, causando crises de insuficiência renal aguda – há inclusive, relatos de mortes de cães após sua ingestão.

Se alguma fruta causar fezes amolecidas no cão, provavelmente a causa será dificuldade de digestão por alguma característica individual, sendo melhor não voltar a servi-la.


                  

Apesar de o consumo de frutas ser permitido para cães, é importante não exagerar na quantidade. Trate as frutas como petiscos, para não prejudicar a função da ração, que é proporcionar nutrição completa e bem balanceada. Mesmo porque as frutas têm açucares, responsáveis por boa quantidade de calorias, e o excesso poderia deixar seu cão gordinho.

Por: Leandro Zaine (médico-veterinário)
Matéria pela revista cães e cia

www.caes-e-cia.com.br


terça-feira, 9 de setembro de 2014

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Como adaptar o cão para a chegada do bebê

Com alguns ensinamentos você pode preparar o cão para receber bem o recém-nascido e conviver com ele sem agitação nem possessividade

Vamos aqui nos concentrar em preparar o cão para que ele saiba se manter tranquilo quando o bebê chegar. O ideal é que esse trabalho comece ainda na fase de gestação da mãe da criança. Para fazer o papel do recém-nascido nos treinos usaremos uma boneca enrolada em manta.



As sessões

Os treinos poderão ser praticados em até três sessões diárias, de 5 a 15 minutos cada uma. Antes de começar uma sessão, ponha no bolso pedaços do petisco preferido pelo cão. O objetivo é motivá-lo, por meio de recompensas, a se comportar adequadamente na presença do bebê. Basicamente, ele deverá ficar calmo nesses momentos e, ao mesmo tempo, será preciso 

desmotivar a excitação e os maus comportamentos como pular e latir, que têm a finalidade de chamar a atenção do dono, resultantes do sentimento de posse.

Ficar calmo com o bebê

Para começar a sessão, aproxime-se do cão com a boneca no colo. Se o cão pular, latir, lamber ou mordiscar a boneca, ignore-o (vire de costas para ele, não o olhe, não fale com ele e não o toque, para ele não achar que está ganhando atenção). De outra parte, se o cão permanecer tranquilo observando, ou se ele se sentar ou deitar ou começar a roer um osso ou brinquedo, recompense com um petisco que ele goste e faça carinho e agrado.

Continue a recompensar enquanto ele permanecer tranquilo. Faça sempre isso e recompense toda vez que ele ficar tranquilo na presença do bebê, para que ele assimile o bebê com coisas boas.





Cheirar o bebê: oferecer os pés do bebê para o cão cheirar serve como técnica de apresentação correta

É pelo cheiro que os cães reconhecem o mundo, as pessoas e outros animais. Por isso, ensine o cão a cheirar o bebê educadamente. Inicie a sessão direcionando os pés da boneca para o focinho dele. Se ele cheirar sem lamber e não der sinais de agitação, recompense-o. Caso ele lamba ou tente pular, morder, passar a pata, latir ou puxar a manta da boneca, diga “não” com firmeza e sem gritar, levante-se e fique de costas pro cão, sem olhar para ele, até ele perceber que perdeu sua atenção. Deixar o cão cheirar educadamente o bebê é uma das melhores formas de aproximação e aceitação ao mais novo membro da família, sem causar ciúmes e possessividade.


Respeitar os limites

Com base nos comportamentos que você deseja que o cão aprenda e nos comportamentos que ele não deverá ter, definidos em conjunto com um médico (como não lamber a boca nem as mãos do recém-nascido, nem abocanhar os brinquedos da criança), comece a ensinar o cão a respeitar os limites estabelecidos. Para tanto, simule diversas situações, por exemplo: ponha a boneca no berço do bebê, coloque-a no carrinho e empurre-a pela casa, a futura mamãe deve sentar-se na cadeira de amamentação para criar um costume. Nessas e nas demais situações, capture sempre os comportamentos desejados e recompense exatamente no momento em que forem realizados. Sempre que o cão agir com agitação ou abocanhar brinquedos, roupas ou outros objetos do bebê para chamar atenção, use a mesma técnica de desmotivação ignorando-o.


Importante: 


Preservar a higiene: cuide sempre da higiene do cão e mantenha em dia a vacinação dele, a vermifugação e a aplicação de antipulgas. Acostume-o a ter sempre as patas limpas ao voltar do passeio. Mantenha a casa livre de pelos.

Supervisionar as interações: nunca deixe o cão interagir com o bebê sem supervisão.

Cães treinados para obediência: o cão que atende ao “senta”, “fica”, “deita”, “vem” e “junto” tem muito mais chance de ser bem-vindo em todas as rotinas relacionadas ao bebê, pois um cão treinado para obediência poderá atender a pedidos apenas verbalmente e, muitas vezes, você estará com as mãos ocupadas, segurando o bebê.

Junior
Adestrador Profissional e
Consultor em Comportamento Canino


sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Gatos caseiros: maioria não caça na rua

Pesquisa diz que 13% das presas dos gatos caseiros são aves


Carregando uma micro câmera na coleira, 55 gatos caseiros com livre acesso à rua tiveram suas andanças gravadas durante o período de uma semana a dez dias. Foi uma surpresa constatar que, depois de cada um ter perambulado por, em média, 37 horas, apenas 24 deles (44%) terem tentado caçar. Desses, 16 (29%) obtiveram sucesso, abatendo 39 presas (houve dois recordistas, com cinco presas cada um). A caçada tirou de circulação 16 répteis e anfíbios, 10 mamíferos, 8 invertebrados e 5 aves. “Apesar de os gatos terem fama de grandes predadores de aves, elas foram apenas 13% das presas”, aponta a pesquisadora responsável pelo estudo, Sonia Hernandez, da Universidad e de Geórgia, que realizou o trabalho na cidade de Athens-Clark, na Geórgia, Estados Unidos, entre novembro de 2010 e outubro de 2011, com colaboração tecnológica da National Geographic Society.



O resultado da pesquisa não tranquilizou os membros do American Bird Conservancy, grupo que luta pela preservação das aves silvestres americanas. “Temos entre 60 a 120 milhões de gatos sem lar nos Estados Unidos, os quais precisam ser bons caçadores para sobreviver, produzindo provável mortandade de bilhões de presas por ano em ambientes da vida silvestre”, calcula Robert Johns, porta voz da American Bird Conservancy. “Acrescente a esse grupo os cerca de 43% dos aproximadamente 80 milhões de gatos caseiros que vão à rua nos Estados Unidos e você tem impactos ainda mais deletérios desses felinos sobre a vida silvestre”. Johns também sugere que a câmera pesando no pescoço dos gatos estudados pode ter inibido um pouco a caça, principalmente de aves. Ele ressalta que manter os gatos caseiros exclusivamente dentro de casa é a melhor alternativa tanto para eles quanto para as aves e o ambiente natural.

Matéria pela revista cães e cia
www.caes-e-cia.com.br



segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Cão sozinho em casa, problemas e soluções

Como agir quando estiver nesta situação?



Hoje em dia existem à disposição profissionais adestradores especialistas em comportamento animal, dog walker (passeadores), pet sitter, entre outros, se dedicando aos animais e a um melhor convívio deles com seus donos, proporcionando uma vida melhor e mais saudável a eles. Esses serviços estão cada vez mais ajudando as pessoas que não conseguem encaixar um tempo no seu dia a dia para se dedicar aos seus bichinhos de estimação diante de tantas tarefas diárias como trabalho, estudo, dedicação aos filhos e várias outras situações. 

Cão entediado, ansioso e solitário

Esse problema acomete muitas pessoas principalmente as que vivem em apartamento ou casa sem área externa para o animal se exercitar, porém a solidão e o tédio podem afetar a todos em qualquer situação. Nesse caso, o melhor é adquirir raças de pequeno porte como: Yorkshire, Lhasa Apso, Pug, Dachshund, Maltês, que necessitam de menos espaço do que os de raça grande para se exercitar, sabendo que todos precisam de passeios e atividade física fora de casa para se socializarem, ouvir novos sons, novos cheiros, ter contato com pessoas e outros animais.

O primeiro passo é escolher a raça e o porte do cão que se enquadre melhor no perfil e na rotina do proprietário, pois cada raça possui uma característica. Cães de caça e farejador como Beagle, Basset Hound, Dálmata, Labrador, tem bastante energia pra gastar e precisam de mais movimentação, tanto quanto os de pastoreio como Bernese, Australian Cattle Dog, Pastor de Shetland, Border Collie, por exemplo. Cães com muita disposição física como Pitbull, American Sttafordshire, Bull Terrier, Pastor Belga Malinois, Dobermann, Pastor Alemão, Rottweiller também precisam ser tratados com mais cuidado nesse aspecto, pois, além de entediados e ansiosos, podem ficar agressivos.

Além de poder contar com profissionais em comportamento canino, uma dica é levar o cão para passear antes de sair de casa, pois, assim, tendo gastado energia e ficado cansado o suficiente, ele aproveita o momento de solidão pra tirar uma soneca. Importante também é deixar brinquedos ou objetos que ele goste à disposição para que ele possa se distrair nesse período. Após o retorno e reencontro com o cão, é preciso novamente levá-lo para passear e brincar com ele por alguns minutos para que gaste energia e durma tranquilo durante a noite.

Dicas para planejar melhor o tempo de passeio com seu cão: sendo duas vezes ao dia, em caminhadas intensas, 30 a 40 minutos para raças de pequeno porte e 1 a 1,5 hora para as de grande porte basta. Porém cães de porte atlético como o Pit Bull, por exemplo, necessitam de três passeios de 1 a 1,5 hora por dia no mínimo. Lembrando que a caminhada pode ser substituída, de vez em quando, por atividades feitas em casa com o próprio dono, desde que faça o cão correr por pelo menos 30 minutos, como brincar de pegar bolinha.

Deixar seu animal por mais de 8 horas sozinho só agrava o problema, pois, depois desse período, é mais difícil que ele se mantenha tranquilo, aumentando a probabilidade de ele ficar entediado e estressado e de procurar o que fazer: destruir móveis, latir em excesso e apresentar outros problemas comportamentais bastante comuns.

A Equipe Trilha da Matilha oferece esses serviços com qualidade e competência, pensando sempre, em primeiro lugar, na saúde física e mental do animal e no seu bem-estar.  

Alerta: conforme a grande demanda por esses serviços, infelizmente existem hoje no mercado muitas pessoas com os chamados certificados de “final de semana”, sem técnica, treinamento e aptidão para esse serviço, e um trabalho mal realizado que, ao invés de ajudar, pode piorar a situação e até colocar a vida de um animal em perigo.

Peça sempre identificação e certificado profissional para adestramento, é um direito de cada um!

Junior
Adestrador Profissional e
Consultor em Comportamento Canino