sexta-feira, 4 de maio de 2018

Dez passos para melhorar a vida do seu cão

VIDA NOVA!

É com esse espírito que costumamos fazer mudanças em nossas vidas. Planejar mudanças para nossa vida e dos nossos pets, requer paciência e dedicação! Separamos dez passos que podem ser implementados na rotina do pet e melhorar, ainda mais, a qualidade de vida dele.

Que tal começar a mudar alguns maus hábitos e com pequenas mudanças melhorar a vida e o bem-estar do seu pet!!





1. HORA DA COMIDA

Cães e gatos são espécies diferentes e, portanto, possuem hábitos alimentares distintos. A melhor maneira de cuidar do seu bichinho é conhecer suas necessidades naturais. Cães filhotes, por exemplo, no geral, devem ser alimentados três vezes as dia; adultos, duas vezes (a cada 12 horas). Gatos, por sua vez, precisam que sua comida fique disponível por mais tempo, já que costumam fazer pequenas refeições ao longo do dia. Contudo, existem formas de aproveitar esse momento patra interagir com o pet e até treiná-lo. Segure um pouquinho da comida com as duas mãos, deixe o pet sentir o cheiro e comece a levantar a mão devagar, se o animal pular, esconda a mão e reinicie o processo. Quando ele sentar, você entrega o alimento. A mesma técnica serve para o animal parar de vocalizar: segure a comida e espere pacientemente o animal parar de pular, latir ou miar para entregar o alimento. Com paciência e repetições dirias, ele vai ficar mais educadinho.

2. NECESSIDADES NO LUGAR CERTO

Para quem tem um cão que erra o banheiro, há dois pontos que devem ser cosiderados: o lugar certo e o errado. O banheiro que você escolheu (lugar certo) deve estar em um ambiente tranquilo e confortável, longe da comida, de barulhos e da passagem de pessoas. Além disso, o local deve ser limpo diariamente, mas não faça isso na frente do pet, pois a atitude pode desencadear comportamentos como ingestão de fezes e destruição de tapetes higiênicos, jornis etc... Quando o pet fizer xixi ou cocô no lugar errado, da mesma forma, não limpe a sujeira na frente dele para não reforçar esses comportamentos. Use produtos específicos para retirar os odores e comece a alimentá-lo naquele local, para que ele desassocie aquele lugar do banheiro.



3. SONO TRANQUILO

Na hora de dormir, é importante que o animal tenha seu cantinho confortável. Pode ser caminha chique ou um paninho. A verdade é que, aos olhos dele, o lugar precisa ser aconchegante. Animais muito peludos podem preferir dormir no piso frio por conta do calor. Então, não force o bicho a dormir naquela cama cara que você comprou se ele não estiver afim, ok? Além disso, cães e gatos têm uma preferência por dormir onde encontram uma concentração maior do nosso cheirinho, por isso eles adoram o sofá, nossa cama, o travesseiro e até o cesto de roupa suja. Se for o caso do seu pet, que tal passar uns minutinhos por dia sentado na caminha dele para deixar um pouco mais do seu cheirinho por lá!

4. DEIXANDO O PET SOZINHO

Deixar o pet sozinho pode ser algo bem estressante para algumas famílias. Animais sociais como os cães podem sofrer muito quando o tutor passa muito tempo fora. Se seu cão sofre desse mal, saiba que para amenizarmos esse sofrimento, é importante seguir duas dicas: nada de grandes despedidas quando sair de casa e nada de muito alarde quando voltar. Pode ser difícil para algumas pessoas ignorar a festa que o cachorro faz quando elas chegam, mas é importante lembrar que o melhor momento do dia do cachorro não pode ser esse. Senão, ele vai acabar sofrendo o dia todo com a sua ausência. Faça o seguinte teste: saia de casa como se fosse pegar uma correspondência, e volte um minuto depois. Aja naturalmente e não faça nenhuma festa quando voltar, mesmo que o cachorro esteja pulando ou latindo. é dessa forma que você deve entrar em casa , mesmo que seja depois de um longo período de ausência.

5. ÁGUA À VONTADE

Com exceção de alguma recomendação veterinária, a água deve ficar disponível o dia todo. Nada de potes ou recipientes sujos, mofados nem cheios de algas. Os animais precisam ter acesso a uma água limpa e fresca. Caso contrário, podemos comprometer a saúde dos seus rins, já que o bicho pode deixar de beber água por estar muito suja ou com um gosto estranho. Olhe o recipiente e pense “Eu beberia essa água?” Se a resposta for não, é melhor providenciar uma água mais fresquinha. Além disso, substitua com mais frequência a água dos potes de plástico, pois eles acumulam bactérias com mais facilidade.

6. CÃES ESPORTISTAS

Se seu pet é agitado e tem energia de sobra para gastar, você pode considerar fazer algum tipo de esporte com ele, mas antes é interessante saber como está a saúde do animal, já quer não podemos sair por ai correndo e pulando com um cão de uma hora para outra sem um preparo físico adequado. Se a saúde dele estiver em dia e a sua também, há algumas opções bacanas para gastar a energia do pet, como caminhadas, bicicleta, corrida, percorrer trilhas, agility, canicross, flyball, freestyle e frisbee dog. É certo que algumas raças se dão melhor nos esportes, mas essas modalidades podem ser praticadas por qualquer cão. O interessante é ir com calma para o animal se adequar aos exercícios, que costumam ser intensos. Quem sabe você não descobre que seu melhor amigo é também um esportista nato!

7. BANHOS SEM ESTRESSE

A verdade seja dita: nem todo pet gosta de banho! Então, o melhor que devemos fazer é avaliar seu comportamento. Se o seu pet não curte esse momento, verifique com o veterinário a frequência ideal de banhos e consulte o comportamentalista para ajuda-lo come treinos específicos que vão habituar o animal à rotina, diminuindo o seu estresse. Associar esse momento a um petisco gostoso pode ajudar! Você pode também deixar os objetos utilizados no banho (toalha xampu, secador) espalhados pela casa por alguns minutos todos os dias, para que o pet veja que eles não são grandes ameaças. Além disso, vale lembrar que alguns pets não podem tomar banho com água e sabão. Chinchilas, por exemplo, não podem ser molhadas. O ideal é oferecer uma banheira com pó de bicarbonato de cálcio para que elas mesmas se higienizem.


8. PASSEIO SEGURO

Na hora de passear com o seu cão, verifique o estado da coleira e da guia que você pretende utilizar. É importante que esses itens sejam seguros, já que na rua há muitos estímulos que podem assustar ou distrair seu cahorro e até causar acidentes. Você precisa estar preparado para eventuais surpresas desagradáveis, equipando-se de acessórios corretos e adequados ao porte do seu pet. As coleiras não podem estar muito justas, por exemplo, nem muito folgadas ou gastas. Um dedo (no máximo dois) de folga é o ideal. Se seu cão for peludo, fique de olho e verifique se, ao longo do passeio, a coleira não afrouxa.

9. VAMOS BRINCAR?

O estímulo mental é super importante para os pets. Por isso, brincar é fundamental! Muitas vezes, as pessoas compram inúmeros brinquedos que ficam simplesmente jogados pelo chão da casa. Alguns animais brincam sozinhos, mas muitos preferem a interação com o tutor. Então, que tal separar pelo menos 10 minutinhos do seu dia para brincar mais com o pet neste novo ano? Estimule-o também a caçar a comida em brinquedos, tornando o momento da alimentação algo mais prazeroso para ele e para você. Afina, você é tudo que ele tem!

10. MODA PET

Por mais lindos e caros que sejam, roupas e acessórios não são itens naturais e primordiais para um animal. Se você é daqueles que adora vestir o pet, tome muito cuidado! Alguns ficam muito mais ansiosos quando estão com adereços, justamente porque esses enfeites podem interferir diretamente na sua mobilidade. No caso dos cães peludos, as roupinhas usadas por longas horas podem favorecer a formação de nós na pelagem, além de propiciar o surgimento de dermatites e outros problemas de pele. Então preste atenção também no clima antes de enfeitar o bicho e nunca o deixe com roupa durante uma noite inteira, por exemplo. Sapatos foram desenvolvido para evitar que cães se cocem ou lambem as patas excessivamente, não para passear! Evite o uso desses “calçados”, que podem até facilitar o desenvolvimento de fungos nos coxins (as almofadinhas das patas), comprometendo a saúde do cachorro.




quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Comandos Básicos de Obediência

A importância dos comandos básicos de obediência


Um cão obediente e bem educado encanta a todos por onde passa e ainda é motivo de orgulho para o dono. As técnicas e exercícios de adestramento empregados nos treinos de obediência melhoram a sua comunicação com cão, além de prevenir diversos problemas comportamentais. Essas técnicas de adestramento, desde que feitas corretamente, fazem dele um cão mais seguro e confiante, promovendo um estado mental mais calmo e tranquilo.

Ao contrário do que muitos podem pensar, trabalhar comandos de obediência não é apenas ensinar o cão a sentar, a deitar e a ficar. Esse trabalho envolve uma série de exercícios que condicionam seu cão a criar novos hábitos em situações diversas, tanto no ambiente doméstico como no social. É uma forma de comunicação clara, que quando criada de maneira correta, traz resultados incríveis no lado comportamental. O objetivo desse programa é estreitar o relacionamento da família com o cão, promovendo o engajamento e a inclusão do cão na vida social. A família deve participar ativamente do processo e lembrar de praticar o que aprendeu ao longo da vida do cão de forma rotineira.

Outro fator importante dos exercícios de obediência básica para cães, é o desenvolvimento das habilidades cognitivas. Existem diferentes níveis e tipos de treinamento que podem ser oferecidos ao animal para desenvolver suas habilidades. Estão divididos em:

- Cães de serviço: cães-guia, cães de defesa e proteção, cães de resgate, entre outras funções.
- Cães de competição: agility, mondioring, cães de exposição, entre outras modalidades.
- Cães de companhia: aprendem os comandos puramente para exercitar suas funções cognitivas.

Truques

Quando se ouve falar de treino e obediência, a maior parte das pessoas pensa em comandos clássicos de “senta”, “deita”, “junto” ou “fica”. Na verdade, e apesar de se tratar de comandos nucleares estruturantes, existem outros tipos de comandos, também importantes, que não devem ser negligenciados, os chamados “truques”. Esse tipo de “comando”, normalmente derivado de alguns dos comandos básicos, oferece bastante estímulo mental, além de ser bem divertido!!

Benefícios de começar certos treinos com filhotes

Quer coisa mais gostosa que um companheiro canino educado? Saiba que este é um desejo possível! Se você acabou de comprar ou adotar um cão filhote filhote, deve estar em dúvida sobre qual seria a melhor idade para começar o adestramento. Pensando nisso, vamos falar sobre a importância do adestramento de cães filhotes.

O adestramento canino é muito importante para o desenvolvimento do cão, já que, neste processo, eles aprendem noções básicas que são úteis para manter a ordem na sua casa e na hora de um passeio.

Diferentemente do que algumas pessoas pensam, é sim aconselhado que os cães sejam adestrados logo no início da vida, ainda filhotes, assim fica mais fácil introduzir os ensinamentos, pois não possuirão vícios.

Pensando em como adestrar um filhote de cão, existem duas possibilidades: buscar apoio de um profissional para executar essa tarefa,contratando um adestrador habilitado; ou o próprio dono treinar seu companheiro. No caso da segunda alternativa, é interessante que se busquem dicas e orientações para técnicas de adestramento e não causar confusão na cabeça do seu companheiro.

Veja alguns dos benefícios de fazer o adestramento de filhotes

– Cães filhotes são mais abertos ao aprendizado e absorvem melhor os comandos ensinados;

– Para evitar que seu companheiro se torne um cachorro agressivo, não demore para começar o adestramento;

– O treinamento irá ajudar seu cão a se acostumar com a coleira e a obedecer comandos básicos de obediência, que são essenciais para um passeio ou uma atividade a que não está acostumado.

História dos Cães de trabalho

Nos anos 70, começou, na Alemanha, o movimento de conscientização e preservação do meio ambiente e, com isso, o desenvolvimento da ecologia e da etologia, cujo pai, Konrad Lorenz, já vinha desenvolvendo pesquisas do comportamento animal sem a interferência humana. Consequentemente a óptica arraigada do animal selvagem como uma fera inimiga do homem começou a mudar.

Com essas ideias, passou-se a estudar o comportamento dos animais como companheiros de vida na Terra. Os treinadores alemães começaram a utilizar conhecimentos de etologia no treinamento de cães de guarda, conseguindo sensíveis progressos. Esse conhecimento levou os treinadores à preocupação com a autoconfiança dos cães que fossem participar de provas de ataque, tornando o adestramento de cães de guarda um esporte.

A Inglaterra levou essas ideias mais além e, com base nos concursos hípicos, Peter Lewis lançou, em 1978, através do seu livro “The Agility Dog International”, uma nova modalidade de adestramento: o agility, no qual, sequer se utilizavam coleiras e guias. O cão teria que realizar um percurso sozinho, sem o menor auxílio do ser humano, como o fazem os cães de circo. Aqui no Brasil, devido à cultura latina/machista, essa mudança foi lenta, relutante e persistente. Entre os treinadores o conceito de cão de guarda era visto como cão de ataque mais do que como cão de defesa. Foi esta a razão da publicação do livro “Adestramento Sem Castigo” (1986), que trata o relacionamento com os cães sob o prisma das dificuldades dos cães em compreender e aceitar os comandos humanos. Foi abolido o comando militar e introduzido o diálogo com o aprendizado da linguagem canina. Esse conceito foi associado à contraindicação de se treinar um cão para ataque e à aplicação do conceito de defesa pessoal, semelhante ao das artes marciais, como um esporte.

A ideia de ensinar um cão a morder soava como um absurdo tão grande quanto ao de ensinar um pássaro a voar. Como, instintivamente, todos os cães sabem brigar, passou-se a divulgar o conceito de ensinar aos cães como se defender dos truques humanos de briga. Um cão não sabe dar uma gravata, rasteira, soco, chute, paulada, facada, tiro etc., ele só sabe morder. Com o conceito de cão de guarda como um esporte, os cães aprendem a defender-se sem serem, em princípio, agressivos. Os cães, antes atiçados para morder por ojeriza a estranhos, tornavam-se neuróticos e assustados, com medo das pessoas e por isso mordiam com uma frequência assustadora. O cão que aprendeu como lutar, apenas contra os golpes humanos, teve autoconfiança e tranquilidade suficiente para discernir uma ameaça verdadeira de uma falsa. Daí para frente foi mais fácil a erradicação do conceito da necessidade de produzir um cão feroz como a única maneira de treinar um cão para guarda. E assim, como em todo o mundo, desenvolveu-se uma outra modalidade de adestramento: o treinamento de cães auxiliares para deficientes físicos, com muito sucesso.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Passatempo e enriquecimento ambiental

Passatempos e enriquecimento ambiental para os cães

“Tédio é o maior causador de distúrbio de comportamento. Saiba evitá-lo”



Os cães são animais ativos, brincalhões e sociais, por isso, precisam de exercícios, brincadeiras e atividades diárias, principalmente aqueles que passam muito tempo dentro de casa sozinhos. Pet que não libera energia de forma adequada, tendem a destruir objetos e móveis da casa, além de ficarem irritados e entediados. Alguns cães ainda podem desenvolver problemas comportamentais como a compulsão ou a ansiedade de separação, distúrbios muito comuns nos dias de hoje justamente por erros de manejo de tutores que não promovem enriquecimento ambiental correto ao animal. Para manter o animal de estimação saudável e feliz, é importante que seus tutores saibam que não bastam encher a casa de brinquedos e guloseimas, já que nada substitui os passeios que são fundamentais para o físico e mente do animal.A importância de um não exclui a importância do outro, posto que todas as atividades são válidas para um cão que passa o dia sozinho.

Passeio diário

Visto que o enriquecimento ambiental não exclui a necessidade de passeios diários, para que seus dias no trabalho sejam tranquilos – e os dos cães também -, que tal levantar um pouco mais cedo e levá-lo pra passear no quarteirão de casa? Algumas simples voltinhas ajudarão o amigo a se cansar, o que é ótimo para ele e para você, e gastar um pouco de energia. Claro que a quantidade de passeios diários varia de acordo com a energia e o porte do cão, mas, em geral, um passeio pela manhâ e outro no fim do dia são suficientes. Além do gasto energético, passeios oferecem outro tipo de entretenimento aos cães. Para eles, cheirar, ver pessoas, outros animais e até demarcar território é diversão pura. É como uma terapia para eles.

Cão sozinho em casa

Uma vez resolvida a questão dos passeios, é hora de ensinar seu fiel escudeiro a gostar de brincar sozinho, sem a sua presença. O animal precisa perceber que também existe vida sem você. Mas como? O segredo é ensiná-lo a interagir com os brinquedos primeiro na sua presença. Para isso, pegue o brinquedo que escolheu para ter em casa e dê para ele brincar. Quando ele começar a interagir com o novo passatempo, estimule-o. Depois, ainda enquanto ele brinca, saia e volte novamente. Repita o exercício sempre aumento o tempo da sua ausência. Fique atento às reações do animal nesse momento, de perceber qual o grau de interação que ele está tendo com o brinquedo e sempre elogie a brincadeira dele.


Usando o instinto de caça

1 – Caçando a ração

Coloque alguns grãos de ração em locais que ele possa farejar e achar, fazendo uma espécie de “caça à ração”. Além de ser divertido para o pet, ele se alimenta de forma correta e ainda gasta energia ao procurar os grãos de ração escondidos. Comece com esconderijos mais fáceis e vai aumentando o desafio conforme a evolução do cão.

2 – Liberadores de comida

Brinquedos que liberam petisco ou que são recheáveis são ótimos para estimular mentalmente seu pet e animá-lo. Pode ser feito um liberador de comida caseiro com uma garrafa pet, coloque os grãos de ração dentro da garrafa e deixe a tampa aberta, assim o cão conseguirá dispensar a comida. Pode ser feito com a tampa fechada e fazendo vários furos na garrafa, quanto menor os furos, maior o desafio. Comece sempre da maneira mais fácil para ensinar 
e estimular o cão à brincar.


3 – Brinquedos mastigáveis

Outra opção também são os brinquedos mastigáveis e comestíveis como ossinhos, palito, orelhas de boi, tutano, tíbia e outros petiscos vendidos no mercado sem componentes tóxicos. Recomendo que a periodicidade da oferta de tais distrações seja verificada com o veterinário para que a dieta do pet não seja alterada de forma inadequada.

4 – Para cães destruidores

Se o prazer do seu cão é somente a destruição, sem correr o risco de comer pedaços do brinquedo destruído, você pode investir no enriquecimento ambiental com itens de reciclagem, como garrafa pet sem rótulo e tampa com petisco dentro, caixas de papelão e até coco verde aberto para despedaçar. Contudo, evite, por exemplo, pelúcias, que podem causar algum acidente digestivo ou respiratório, bolas de gude que podem ser engolidas e ossos naturais que podem desgastar os dentes do animal ou perfurar o esôfago dele. Uma boa opção para cães que comem pedacinhos dos brinquedos destruídos são os brinquedos feitos de nylon, pois além de serem resistentes e duráveis, também ajudam na higiene bucal do pet. As bolas de tênis também são ótima opção de brincadeira e bastante resistentes.

5 – Petiscos congelados

No calor, você pode usar os brinquedos recheáveis de outra forma, congelando-os com frutas, água de coco ou até a própria ração amolecida com água ou alimento úmido que o cão consuma. Além de refrescar o cão, a brincadeira fica mais difícil e entretém o animal por mais tempo.


6 – Garrafa pet pendurada

A mesma garrafa pet com furos que liberam petisco pode ser oferecida de outra maneira. Pendure-a em algum ponto fixo onde o cão consiga pular para pegá-la. O ideal é um fio que seja elástico, assim, com o movimento do cão tentando pegá-la, a ração vai sendo liberada. Nesse caso, a tampinha pode ser mantida, mas é preciso que você a fure para passar o fio por dentro da garrafa. Fure também o fundo da garrafa de modo que o fio passe por ela inteira. 

Outros passatempos

Fora os brinquedos, hoje o mercado pet apresenta não só objetos que ajudam o bichinho a se desenvolver, mas também, serviços que auxiliam na educação e na saúde do amigo. Podemos contar com profissionais de adestramento com técnicas específicas e profissionais que levam o seu cão para passear, os chamados “dog walker”. Atente-se ao profissional escolhido para que não piore a situação do seu cão, procure por indicação ou certeza de profissionalismo.

Os pet cares também ajudam bastante os tutores. A escolinha para cão também promove interação com outros cães, o que fortalece a socialização entre eles.

Treinar comandos com seu cão nas horas vagas, além de ajudar a controlar o pet, é um passatempo divertido. Deixe as outras brincadeiras para quando você não estiver presente, assim, elas serão bem mais interessantes nos momentos em que realmente forem necessárias.

Não podemos esquecer também que o adestramento é um ótimo estímulo mental para seu pet e, na dúvida sobre qual brinquedo deixar com seu cão, consulte um profissional.



Dica:
Supervisione a primeira interação: Devemos ter consciência de que nenhum brinquedo é 100% seguro, por isso, cuidado é pouco quando o assunto é a segurança do seu pet. Sempre sugiro que, ao dar pela primeira vez qualquer brinquedo para seu cãozinho, o tutor supervisione a brincadeira para ter certeza se aquela pode ou não ser a opção ideal de entretenimento para seu cão.





quinta-feira, 6 de julho de 2017

Julieta, chácara baronesa, aula e aventura...

Chácara Baronesa

Um lugar maravilhoso e de nobreza que, num passado distante, foi de paz e harmonia com a natureza, e, num passado não tão distante assim, foi abandonado e marginalizado pelo "progresso" à sua volta, mas que, no presente, é um lugar cheio de memórias, revitalizado, onde ninguém pode mais ofuscar ou inibir a mãe natureza de demonstrar sua beleza.

A Chácara Baronesa conserva vegetação de mata nativa
A área da Chácara Baronesa pertenceu ao Conde Crespi, que vendeu mais tarde a propriedade ao Barão Von Leittner, marido da baronesa Maria Branca Von Leittner.
Até meados da década de 1960, o espaço era utilizado para treinamento de cavalos de competição e chegou a ter mais de 70 funcionários.
Na década seguinte, a poluição trazida pelo avanço da industrialização na região passou a prejudicar o desenvolvimento dos animais e inviabilizou a permanência do sofisticado haras.


A reserva ambiental do Grande ABC foi então adquirida pelo Inocoop (Instituto de Orientação às Cooperativas Habitacionais).


A entidade pretendia erguer no terreno 3.000 moradias, mas o projeto para criação das residências não prosperou e foi descartado.

360 mil metros de área conservada
Aos poucos, a chácara foi sendo abandonada pelo Poder Público e ocupada pelas famílias, que vivem até hoje em situação de pobreza.
Na segunda metade dos anos 1980, o espaço foi alçado à condição de APA (Área de Proteção Ambiental) e posteriormente tombado pelo patrimônio histórico.


A área da Chácara Baronesa ainda conserva vegetação de mata nativa. O espaço está localizado no município de Santo André próximo da divisa com São Bernardo do Campo e tem 340 mil metros quadrados.


Em fevereiro de 2013, o Estado anunciou investimento de R$ 4 milhões para revitalização da área e transformação em parque
 - são cerca de 360 mil metros quadrados ao todo de área preservada e transformados oficialmente no Parque Estadual Chácara da Baronesa.


Aula e aventura

Com a motivação de fazer mais uma aula, no caso, aula para adquirir confiança e socialização com a linda cadela da raça rotweiller chamada Julieta conheci esse lugar incrível. Ela apresenta problema de agressividade com cães e pessoas estranhas. Aos poucos vamos superando os desafios e resgatando seu equilíbrio.

Veja nos vídeos porque a aula virou uma aventura!


https://www.youtube.com/watch?v=SKoqMNQXvX0&feature=youtu.be

https://www.youtube.com/watch?v=-aBkqOdZFLs&t=30s

https://www.youtube.com/watch?v=Sgv26GCc-IM&t=7s

https://www.youtube.com/watch?v=UQg__riC4Ns&t=7s

https://www.youtube.com/watch?v=_d6aUWzQBUc&t=19s

https://www.youtube.com/watch?v=ORp670PMflI

https://www.youtube.com/watch?v=fBIQvvH5bfw

quarta-feira, 7 de junho de 2017

As cinco liberdades para o bem-estar animal

Você proporciona bem-estar ao seu Pet?

Um conceito originado na década de 1960, conhecido como “cinco liberdades”, é fundamental para a percepção do bem-estar animal. Trata-se de um conjunto de instrumentos de diagnósticos que abrangem todos os aspectos que influenciam a qualidade de vida dos animais. São avaliações já observadas por médicos-veterinários no dia a dia e que também devem receber especial atenção dos proprietários dos animais, responsáveis diretos pelo bem-estar de seus pets.



“Cinco liberdades” para garantir as necessidades básicas do seu Pet:

Liberdade da fome e da sede – Leva em conta se o animal tem acesso a comida e água em quantidade, qualidade e frequência ideais. O conceito considera, também, se o animal é capaz de se alimentar sempre que sente necessidade, se recebe dieta adequada às suas condições fisiológicas e se a àgua é limpa e fresca, de modo a estimular hidratação apropriada.

Liberdade da dor, dos ferimentos e das doenças – Essa proteção é obtida atuando de modo que o pet esteja sempre saudável. Para tanto, é importante manter em dia a aplicação recomendada de vacinas e contar com acompanhamento veterinário por meio de exames preventivos periódicos e prescrição de tratamento quando necessário.

Liberdade do desconforto – O animal deve viver em ambiente com abrigo e com local apropriado para descanso. São consideradas também a adequação e instalações, a suficiência do espaço para movimentação do animal, a execução de atividades diárias e a proteção contra calor, frio, sol e chuva.

Liberdade para expressar o comportamento natural – Há necessidade de um ambiente que não reprima os instintos do animal. Comportamentos naturais precisam ser estimulados por meio de enriquecimento ambiental e da execução de tarefas. Dependendo da herança genética, as raças e os indivíduos têm necessidades diferentes, isto é, sentem a carência de cumprir certas rotinas.



Uma dica é atentar para os comportamentos que podem ser considerados “inconvenientes”, mas que, na verdade, são sinais das necessidades do animal. Pode-se, por exemplo, disponibilizar arranhador para o gato que gosta de rasgar sofá, dar brinquedo de mastigar para o cão que costuma mordiscar sapatos e praticar mais exercícios e brincadeiras com as raças que têm mais energia para gastar. Assim, além de serem evitados danos a objetos, é dada ao animal a liberdade de exercer suas atividades naturais, garantindo a convivência harmônica em casa.

Liberdade do medo e da angústia – Essa liberdade diz respeito ao bem-estar mental assegurado quando o animal é protegido do estresse, do medo e da ansiedade. Problemas como esses, de ordem psicológica, podem indicar que o animal sofre situações de agressão ou mesmo que sua relação com o tutor não é saudável. Um exemplo é o caso dos cães que sofrem quando são deixados sozinhos em casa, por terem desenvolvido ligação emocional muito forte com os donos. Outra situação bastante comum é a do tutor que não respeita a independência do animal ou, ainda, projeta nele comportamentos de natureza humana. Esses pets podem se tornar dependentes para comer, para interagir com outras pessoas e até mesmo para se locomover. São casos que merecem atenção especial e que devem ser relatados ao médico-veterinário.


Papo geral:

As “cinco liberdades” estão todas diretamente interligadas com a saúde do animal. Existe conexão entre os sistemas nervoso, imunológico e endócrino. Se um desses aspectos for prejudicado, o equilíbrio será quebrado com reflexos no funcionamento dos outros sistemas. Um cão que não se exercita, por exemplo, tende não somente a ganhar peso, mas também a ter a imunidade reduzida, a sentir dor e, até mesmo, a adquirir problemas circulatórios.

Donos de animais e médicos-veterinários devem permanecer atentos a sinais que possam acusar privação que cause mal-estar ao animal. Entre eles, mudanças nos hábitos alimentares, a ocorrência de vômitos e o desenvolvimento de comportamento compulsivos, arredios ou mesmo agressivos. É importante informar ao médico-veterinário qualquer 
alteração observada no animal. A partir daí, o profissional realiza exames para identificar a raiz do problema e dar orientações necessárias para o pet ter vida mais confortável e feliz. 

Os médicos-veterinários observam aspectos gerais como a pelagem do animal, possíveis sinais de doenças e comportamentos que indiquem presença de dor. Há também indicadores objetivos que permitem ao profissional constatar se o bem-estar do animal está prejudicado. Por exemplo, a concentração da substância relacionada ao estresse – o hormônio cortisol – pode ser verificada por meio de exames complementares.