segunda-feira, 4 de maio de 2015

Cuidados com as altas temperaturas

Calor excessivo causa sofrimento e pode matar animais de estimação

Você sabia que a temperatura dentro de um automóvel fechado pode subir 20 graus em 20 minutos? Agora imagine se você estivesse usando um casaco de pele... Todo cuidado é pouco: deixar um animal de estimação dentro do carro pode lhe custar a vida.

Diferentemente dos seres humanos, a maioria dos cães só consegue eliminar o calor quando ofega (respiração) ou com a ajuda de glândulas sudoríparas, que ficam nas almofadinhas de suas patas. Às vezes, porém, apenas ofegar não é suficiente e a temperatura corporal pode se elevar, especialmente se o animal tiver pelagem grossa. Se não for socorrido a tempo, o cão pode morrer em situações como essa.

O excesso de calor pode ser identificado aos primeiros sinais de mal-estar ou quando o cão ofega de forma excessiva. Estes sintomas são comuns quando os animais ficam presos dentro do carro (ou em outros locais fechados) – mas também podem ocorrer em áreas externas, principalmente se não houver sombra ou água.


Cuidados no carro

Prefira sempre deixar o seu animal em casa, em segurança. Se for imprescindível, restrinja a companhia dele a dias frescos, nublados ou frios. Quanto mais sol direto ou quanto maior o calor, mais perigoso.

Estacione sempre na sombra e deixe as janelas entreabertas, de forma segura (sem que ele consiga fugir). Se não for possível, leve uma coleira junto e procure um lugar seguro para ele ser amarrado. Ele não deve ficar sozinho por mais do que poucos minutos.

É importante deixar as janelas entreabertas para que o ar circule dentro do carro e o seu pet possa respirar tranquilamente. A temperatura no interior do veículo é sempre maior do que a temperatura do lado de fora, mesmo que você estacione na sombra, e as janelas abertas garantem a entrada de ar fresco.


Dicas de primeiros socorros

Se por algum motivo, o seu cão estiver sofrendo com o excesso de calor, socorra-o imediatamente. Veja como:

· Dê um banho no seu animal de estimação ou deixe cair água fresca (não gelada) sobre o seu corpo – especialmente no pescoço e na parte de trás da cabeça. Nunca deixe que a água entre em seu nariz ou boca.

· Faça uma compressa fria na cabeça dele para baixar sua temperatura corporal.

· Massageie as patas: isso ajuda na circulação do animal e reduz o risco de choque.

· Conforme ele se recuperar, deixe que beba água fresca à vontade. Uma pitada de sal na tigela de água também ajuda o cão a recuperar os minerais que foram perdidos ao ofegar.

· Procure atendimento veterinário imediatamente. O excesso de calor pode causar problemas que não são visíveis, como o inchaço do cérebro, insuficiência renal e a coagulação anormal do sangue.



domingo, 29 de março de 2015

Apego excessivo

Seu cão é superdependente? 

Como conseguir deixá-lo separado de você sem que ele fique ansioso demais?

Se você perde oportunidades para viajar ou deixa de aceitar convites para passear, estudar, trabalhar e namorar por causa do seu cão, pare e reflita. Se, por um lado, cuidar bem dos animais de estimação faz parte dos deveres de quem os adquire, por outro, ser dono responsável não deveria significar abrir mão da qualidade de vida. É importante que, além de dar atenção ao cão, você realize seus programas pessoais. Já pensou como seria a vida se as crianças chorassem toda vez que os pais saíssem de casa? Ou se não fizessem absolutamente nada, nem mesmo comessem, só porque os pais estão fora, e quando eles retornassem, festejassem com excitação exagerada?

A boa notícia é que você pode ter mais vida própria tornando o seu cão mais independente. 


Insegurança: Apego excessivo

Postura adequada

Muitas pessoas transformam o cão em superdependente, até mesmo quando é de raça independente por natureza, por atrelarem todas as atividades do animal à presença delas. Não seja protetor em excesso. É preciso agir com o cão de casa como convém fazer ao preparara os filhos para a vida: ensinar a lidar com o mundo e com os compromissos. Normalmente, quem protege demais os animais, faz o mesmo com pessoas e os próprios filhos, ajudando em tudo, mesmo na vida adulta. Portanto, se você for exageradamente protetor, aproveite esta oportunidade para tentar se corrigir enquanto treina o seu cão.

Evitar dependência

Existem situações que estimulam a dependência canina. Veja como agir em cada uma delas:

Ao chegar em casa – não faça festa para seu cão. Simplesmente entre calmo e só lhe dê atenção quando ele estiver tranquilo.

Nas refeições – ajudar o cão a se alimentar ou implorar que ele coma é um erro bastante comum, que tende a acostumar o animal a só comer na presença do dono. Há casos de cães que, por aguardarem a volta do dono para alimentá-los, ficam dias sem comer. Não corra esse risco. Ao servir as refeições, se o seu cão não começar a comer em um tempo razoável (15 a 30 minutos, por exemplo) e se não houver motivo de exceção veterinária, recolha o potinho e, na próxima refeição, volte a oferecê-lo de novo.



Dormir separado do dono pelo menos duas vezes por semana:
evita dependência excessiva

Chamados – chamar o cão o tempo todo não é uma boa idéia. Se ele se afastou espontaneamente, não o chame. Deixe-o onde estiver. Quando ele quiser, procurará você. Reserve os chamados para situações especiais.

Lugar de dormir – Se o cão dorme com você regularmente, faça-o dormir sozinho pelo menos duas vezes por semana. Afinal, haverá situações em que ele não poderá ficar com você na cama, por motivos como viagem ou outras situações.


Manejo – Caso o cão só aceite passear com você ou só permita ser tratado por você, não deixará ninguém mais cuidar dele na sua ausência. Acostume-o ao convívio com outras pessoas e a confiar nelas. Por exemplo, durante os passeios, leve alguns petiscos e peça para desconhecidos os entregarem para ele. Ao receber visitas, solicite que estimulem o cão a interagir com elas. Deixe que ele interaja com as pessoas de forma positiva, brincando, comendo petiscos e recebendo carinho delas.

Ensinar independência

É possível ensinar o cão a permanecer sozinho enquanto você está em casa. Basta, nessas ocasiões, intercalar períodos junto com o cão com outros nos quais ele esteja separado, sem acesso a você. Para facilitar o exercício, convém antes fazer uma lista das atividades que serão realizadas em cada uma das situações. Essa rotina poderá ser sempre alterada, de acordo com a disponibilidade do dono e as características de cada cão.

Veja um exemplo como modelo de treinamento.

Refeição antidependência:
depois de servi-la , o dono se retira
18:00 horas (juntos) – o dono chega em casa do trabalho. Entra calmo e, passados 15 minutos, estando o cão tranquilo, sai com ele para uma caminhada de 40 a 60 minutos, importante para gastar energia e distrair ambos.

19:00 horas (separados) – depois do passeio, o cão é posto para descansar por 15 minutos e beber água no canto dele, sem ter acesso ao dono. Em seguida, o dono serve o jantar no canto do cão, deixa ele comendo sozinho e vai tomar banho. Depois, entra em seu quarto e fecha a porta para ter mais privacidade (o cão poderá sair solto pela casa ou continuar no espaço dele). Ao sair do quarto, o dono verifica se o cão comeu. Em caso negativo, retira o pote de comida, que será oferecido na refeição seguinte. A intenção é fazer com que o cão coma independentemente de estar com o dono ao lado.

20:00 horas (juntos) – o cão ganha livre acesso e o dono vai até a cozinha preparar algo para jantar. Enquanto o dono se alimenta, o cão recebe um belo osso para roer ou um brinquedo dispensador de petiscos para se entreter.

21:00 horas (misto) – o dono vai assistir tv ou realizar qualquer outra atividade, mantém o cão com livre acesso, podendo escolher ficar junto com o dono ou continuar a se entreter com seu brinquedo ou roendo seu osso.

22:00 horas (juntos) – o dono desenvolve alguma atividade com o cão, de forma a lhe dar atenção direta, como brincar de bolinha, exercícios e truques de adestramento ou simplesmente acariciar o cão fazendo massagem ou carinhos no seu corpo.

22:30 horas (misto) – o dono leva o cão para o canto dele, onde fica com ele por 10 minutos, para valorizar o local. Em seguida, sai e deixa o cão sozinho, sem acesso ao restante da casa. Cansado e satisfeito, o cão deverá descansar.

23:00 horas (juntos) – o dono leva o cão para um passeio rápido e para fazer as necessidades na rua ou no quintal.

23:00 horas (separados) – o dono deixa o cão repousando no espaço dele e vai para a sala, onde ele permaneça sozinho por 30 minutos. A intenção é fazer o cão a se acostumar a repousar sozinho, mesmo com o dono por perto e acordado.

00:00 horas (à escolher) – o dono vai dormir junto ou separado do cão.


Proximidade com o cão: só deve acontecer durante parte do tempo
Problemas típicos do cão que fica sozinho

Tornar o cão mais independente na presença do dono é o primeiro passo para que ele aceite com naturalidade o fato de ser deixado sozinho, sem ficar reclamando logo que o dono sai. Mas existem também aqueles problemas típicos que ocorrem quando os cães estão sozinhos, como roer móveis e objetos; fazer xixi em lugar errado, especialmente na cama ou no sofá em que o dono costuma a se sentar, e em objetos particulares do dono; arranhar a porta, uivar e latir.

Dicas gerais

- Antes de deixar o cão sozinho faça um longo passeio com ele. Cansado ele ficará mais calmo e com menos disposição para choramingar e latir na ausência do dono.

- Contratar um passeador ou deixar o cão em creche são também ótimas escolhas.

- Ajuda profissional, Se você não consegue ficar longe do seu cão por algumas horas para ensiná-lo a ser mais independente, procure ajuda profissional, um adestrador com experiência em comportamento canino poderá desenvolver um trabalho que envolva você e o seu an
imal.

Matéria realizada pela revista Cães & CIA
www.caes-e-cia.com.br




quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Com evitar que meu cão se torne um animal agressivo

Cães não mordem sem motivo

Os cães são parte importante da nossa vida e podem ser considerados parte da nossa família: são grandes amigos e sua companhia nos traz vários benefícios, e porque, às vezes, eles nos mordem?

É comum ensinarmos às crianças que não devem se aproximar ou tocar cachorros, pois eles podem atacar. Muitas pessoas pensam que os cães mordem porque querem. Outros acreditam que apenas os cachorros grandes ou de raças consideradas agressivas é que são perigosos. Essas crenças populares não passam de mitos.

Vamos tirar algumas dúvidas e esclarecer os motivos pelos quais os cães mordem. 


Qualquer cão pode se tornar agressivo independente da raça

Interpretando os sinais

Assim como os seres humanos, os cães também usam uma linguagem própria para se comunicar. O problema é que nem sempre sabemos interpretar (ou interpretamos mal) os sinais que eles estão nos dando. E, às vezes, nos colocamos em perigo por simplesmente não entendermos o seu comportamento.

Se for provocado, qualquer cão, pequeno ou grande, macho ou fêmea, poderá ser agressivo. Estudos realizados nos Estados Unidos mostram que todas as raças, por mais submissa e calma que sejam, atacam quando acuados ou ameaçados. Isso não significa que eles sejam maus, essa é apenas a sua forma de dizer que estão com medo ou incomodados com tal atitude. É o que eles fazem com outros cães quando estão numa situação de defesa ou disputa.


Principais motivos que levam um cão a atacar:

• Proteger a sua comida: a maioria dos cães, quando não adestrados, tendem a proteger seu alimento.

• Defender o seu território: algumas raças são mais territorialistas que outras.

• Quando estão com dor: morder é a única forma de o cão dizer para não tocar num certo local dolorido ou ferido.

• Defender seus filhotes: puro instinto materno de proteção aos seus filhotes.

• Se não foi socializado (teve pouco contato com pessoas e outros animais): esse tipo de situação é bem complexo, pois o cão não socializado tende a ser agressivo com outros cães e pessoas, seja por disputa de território, seja em defesa deste, seja por medo de ser atacado ou agredido.

• Fobias adquiridas ainda filhote: qualquer tipo de trauma que o cão tenha sofrido leva o cão a desenvolver algum tipo de agressividade como: dor intensa na aplicação de uma vacina, algum trauma ao tomar seus primeiros banhos... 

A falha é sempre do ser humano: os cães agem por instinto

Como evitar mordidas

É fácil notar, portanto, que muitas das situações que fazem com que um cão reaja de forma agressiva podem ser evitadas. Para isso, recomendamos que:

• Não incomode ou assuste um cão, especialmente quando ele estiver comendo, quando estiver com seus filhotes ou com seus brinquedos. Preste atenção também quando ele estiver atrás de grades, defendendo sua casa, dentro de carros, dormindo ou doente.

• Mantenha-se longe de um cão que pareça estar com medo ou bravo. Um cachorro bravo pode mostrar os dentes. Já um cão assustado, com medo, geralmente coloca seu rabo entre as pernas e tenta fugir ou se esconder.

• Fique quieto quando for abordado por um cão desconhecido, sem coleira ou demonstrando agressividade. Se estiver em pé, fique imóvel, como uma árvore. Se estiver deitado ou se cair no chão, enrole-se em posição fetal, protegendo o rosto e o abdômen, e fique absolutamente imóvel. Tente não olhar nos olhos dele e não grite: o cão vai perder o interesse em você.

• Peça sempre permissão do proprietário para tocar um cão. Crianças que estão na companhia de cães desconhecidos sempre devem ser supervisionadas. Ensine-as a aproximarem-se com cuidado, deixando o cão cheirar as suas mãos primeiro para, em seguida, acariciá-los gentilmente.

Atenção: Se um cão chegar a morder, deve-se lavar a ferida imediatamente com sabão e procurar o centro de saúde mais próximo.


O Adestramento é a melhor forma de socialização

A importância da socialização

A socialização é o ato de apresentar uma variedade de estímulos para o seu cão quando ele ainda é filhote, especialmente nos primeiros meses de vida. Esses estímulos devem incluir sons, cheiros, pessoas e animais de diferentes idades, sexo e temperamentos.

Isso é muito importante. Assim, quando ele crescer, irá se sentir mais confiante e seguro para encarar situações diferentes. Os estímulos também ajudam para que não desenvolva fobias ou ataques. Socializá-lo faz com que se torne um cão mais seguro e amigável.

Você tem o poder em suas mãos para evitar os acidentes. Aprenda a identificar o que o seu cão esta querendo lhe dizer e seja um tutor responsável. Cuide muito bem de seu animal de estimação: ele vai retribuir com companheirismo e amor.




sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Adestramento se faz com amor e responsabilidade!!!

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terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Dúvidas em relação à castração?

Castração 

Solucionando os pontos fracos de machos e fêmeas.

Você bem que gostaria de escolher um machinho, mas se incomoda com certos comportamentos típicos do gênero, como o de demarcar território, urinando em vários locais, e o de simular a monta na perna das pessoas. Ou, na verdade, você preferiria uma fêmea, porém a idéia de lidar com o cio e as prováveis manchas de sangue pela casa lhe traz algum desânimo. A verdade é que esses e vários outros pontos fracos associados a determinado gênero canino têm fácil solução: a castração.


Além de ser a principal ferramenta contra ninhadas não planejadas (e consequentemente contra o aumento da população de cães abandonados), a esterilização é o método mais eficiente para atenuar ou mesmo eliminar certos inconvenientes de machos e de fêmeas. Para completar, ainda reduz de forma significativa a chance de o animal desenvolver problemas de saúde ligados ao sistema reprodutivo, como infecção uterina (piometra), câncer de mama e de testículo, hiperplasia de próstata e obstrução uretral.

Para que seja, contudo, o mais eficaz possível na redução do risco de doenças e na eliminação de traços comportamentais indesejados, a castração deve ser feita na idade correta. 

Nos machos, o mais indicado é que aconteça pouco antes de ele atingir a puberdade (por volta dos 6 meses de idade para raças pequenas e 1 ano para raças maiores). “Assim, é provável que eles nem sequer passem a marcar território ou simular a monta, além de se tornarem menos territorialistas tanto com pessoas quanto com outros cães”.

Já para as fêmeas, a idade sugerida é entre o segundo e terceiro cio. Se feita nessa fase, praticamente se extingue o risco de manifestação de câncer de mama.

Seja nos machos, seja nas fêmeas, a castração tardia, embora tenha seus benefícios reduzidos, continua indicada. “Até quando realizado em exemplares adultos, essa cirurgia colabora para melhorar o comportamento dos cães”. Já a castração precoce, se possível, deve ser evitada. Do contrário, pode tornar o cão mais predisposto a fraturas ósseas, a fragilidade de ligamentos, a diabetes e a alterações na taxa de crescimento. 
Nas fêmeas, ainda pode ser responsável por desencadear incontinência urinária, cistite, dermatite perivulvar e genitália juvenil.

Matéria realizada pela revista cães e cia
www.caes-e-cia.com.br